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Street Fighter: a evolução dos games que se tornaram fenômeno cultural

2 meses atrás
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Ryu, Guy, Chun-Li, Ken e Blanka. Se você nasceu nas décadas de 1980 ou 1990 e é aficionado por games, com certeza conhece bem esses nomes. Todos fazem parte de uma das franquias de jogos mais famosas e aclamadas de todos os tempos, Street Fighter, um game que há mais de 30 anos atraí fãs a cada lançamento.

O primeiro jogo da saga teve seu lançamento em agosto de 1987 e surgiu para dar uma nova cara aos populares games de luta disponibilizados para arcades. Indo na contramão dos jogos da mesma categoria, Street Figther trouxe uma disputa mano a mano, inovação que chamou a atenção dos gamers e não passou despercebida pelos críticos, dando origem a muitos outros títulos após seu lançamento. Mas, apesar de ser um dos maiores sucessos atuais quando o assunto são games de luta, o primeiro Street Fighter não teve uma boa recepção do público e da crítica, sendo considerado, na época, um game complicado, cheio de falhas e muito inferior a títulos similares como Yie Ar Kung Fu e Karate Champ.

Mesmo assim, o inicial fracasso de Street Fighter não abalou as crenças da desenvolvedora Capcom no potencial do game, que trouxe a público uma nova versão totalmente remodelada e otimizada do primeiro título em 1991. Com o lançamento de Street Fighter II, os jogadores podiam realmente se sentir no controle do game, dominando todos os golpes do lutador com mais facilidade e assertividade. Com o lançamento de Street Fighter II Champion Edition, em 1992, os bugs da segunda versão foram corrigidos e, finalmente, o jogo foi alçado ao patamar de grande sucesso, mantendo-se nele até hoje.

Conheça um pouco mais da história de Street Figther e mate as saudades desse jogo histórico.

Street Figther: uma trajetória de sucessos

Como diferencial dos tradicionais games de progressão lateral cooperativa, com seus personagens genéricos e aleatórios, Street Fighter trouxe lutadores com nomes, backgrounds e histórias próprias, além de inovar na combinação de golpes para criar ataques especiais, origem dos populares Hadouken e Shoryuken.

O lançamento da continuação do game em 1991 trouxe os personagens que marcaram toda uma geração de fãs: oito competidores selecionáveis que lutavam entre si, trazendo uma jogabilidade nova e totalmente diferente. Nessa versão, Ryu, personagem principal da saga, ganhou a companhia de E. Honda, Blanka, Guile, Chun-Li, Zangief e Dhalsim, além dos “chefões” Balrog, Vega, Sagat e M. Bison, personagens que continuam até as versões mais recentes do jogo.

A partir daí, Street Figther se tornou uma febre dos fliperamas e a nova sensação do universo dos games foi tão certeira que gerou uma onda de alterações para melhorar o desempenho do jogo, gerando mudanças nas configurações das máquinas que aumentavam a velocidade da partida, permitia o teletransporte de personagens e sequências de golpes intermináveis de magia. Visando esse mercado, a Copcom lançou o Street Figther II Turbo, versão que incorporava alguns desses elementos não licenciados e que gerou furor no público da época.

Em 1993, foi a vez de Super Street Fighter II ganhar os corações gamers incluindo 6 novos personagens ao rol original de competidores, entre eles Fei Long, T.Hawk, Cammy e Dee Jay, elevando o número do elenco para 16 lutadores que disputavam o torneio. A atualização deixou o jogo mais competitivo, mas também deixou as lutas mais lentas e técnicas que as versões anteriores, itens que foram corrigidos com o lançamento de Super Street Fighter II em 1994, uma versão que deu início a uma jogabilidade clássica do game, os Super Combos: golpes especiais em sequência que podiam ser realizados quando a barra de poder do lutador estivesse cheia.

Já em 1995 surgia o game mais icônico da saga, o Street Fighter Alpha: Warrior’s Dream, considerado o lançamento mais importante de toda a franquia. Aperfeiçoando todos os sistemas e combos lançados nas versões anteriores e trazendo um novo chefão secreto, Akuma, o Alpha surgiu para contar a história da saga e seus personagens, fortalecendo os laços entre os lutadores e transformando a franquia em um verdadeiro fenômeno cultural.

O arco de histórias originadas pelo Alpha deu origem a todas as outras versões de Street Fighter lançadas posteriormente, o que faz com que ele seja reconhecido até hoje como o principal SF. Contando com seus derivados, Street Fighter Alpha 2 (em 1996) e Street Fighter Alpha 3 (em 1998), a linha Alpha incluiu ainda mais personagens à trama e introduziu os Custom Combos, que permitiam aos jogadores criar suas próprias sequências de ataques.

Em 1996, Street Fighter EX era lançado como o primeiro game da franquia a contar com gráficos 3D. Desenvolvido pela Copcom em parceria com a Arika, o EX trouxe novos personagens como Skullomania, Hokuto, os chefões Darun e Kairi, e se desdobrou em lançamentos como o EX Plus, EX Plus Alpha, EX2 e EX3 entre 1997 e 2000.

Street Fighter III: New Generation trouxe uma reviravolta ao já estabelecido sucesso da franquia. Lançada em 1997, a nova versão deu um salto no futuro, trouxe um novo personagem, Alex, e descartou quase todos os antigos lutadores do game (menos Ryu e Ken), que foram substituídos por novos nomes como os gêmeos Yun e Yang, Sean e Elena. A gameplay também foi alterada e trouxe a chance de o jogador selecionar três “especiais” para cada personagem escolhido antes do início da luta, o que deu ao game novas possibilidades de estratégia. Em seguida, a Copcom lançou os títulos Street Fighter III: 2nd Impact (em 1997), que trouxe personagens como Urien, Akuma (novamente), e Hugo; e Street Fighter III: 3rd Strike (em 1999), que trouxe de volta a icônica Chun Li, e deu origem ao misterioso Q, Remy, Makoto e Twelve, o metamorfo.

Apesar de todo o sucesso da franquia até ali, os fãs de Street Fighter tiveram que esperar nove anos pelo lançamento de Street Fighter: SF IV, título que em 2008 marcou o retorno dos personagens clássicos e que, com o lançamento de versões domésticas em 2009, vendeu mais de um 1,1 milhão de cópias. Como sempre, a atualização para o SF IV veio em 2010, com o lançamento de Super Street Fighter IV que melhorou ainda mais a jogabilidade e trouxe um ar de nostalgia ao ressurgir com o módulo que dá ao jogador a chance de selecionar o especial do seu personagem antes da luta, presente no Street Fighter III, a versão IV Arcade Edition, que trouxe ao game a versão maligna de Ryu, um Akuma possuído por energias malignas e sua versão IV Champion Edition lançada em 2017.

Em 2016 Street Fighter V chegou a público com um visual bem semelhante ao IV, com personagens 3D e jogabilidade 2D, mas foi o foi o primeiro ser lançado apenas para Playstation 4 e PC, abandonando a tradicional versão para arcades. Apesar da promessa da Copcom de não lançar mais modificações, prática que já era habitual nos games da franquia SF, surge em 2018 o Street Fighter V – Arcade Edition, que trouxe atualização para arcades e novos personagens.

Como sempre, o lançamento da versão Champion Edition do SF V está marcado para fevereiro de 2020, e trará o 40° personagem ao jogo, Seth, que já foi revelado através do trailer oficial da nova versão.

Já há rumores do lançamento de SF VI para o ano de 2021, mas até agora a Copcom ainda não confirmou a informação. Ao que parece, poderemos aguardar muito mais novidades dessa franquia de sucesso que há mais de 30 anos nos traz histórias e personagens marcantes, que ainda hoje se mantêm vivos na lembrança e nos consoles e PCs dos gamers.

Quem sabe o que ainda nos espera?

Crédito das imagens: http://bit.ly/2RUKeHF